“Quando entra alguém na tua vida e você (provavelmente) percebe que ela vai fazer algum tipo de mudança que era precisa, você deseja que ela fique. E querendo ou não, existem diversos caminhos que poderiam fazer tudo diferente; e é sobre eles mesmo que eu tô querendo dizer. Todo mundo vive dizendo que você não escolhe por quem se apaixonar… E quem foi que disse isso? Eu discordo. Discordo, discordo e discordo. A verdade é que só se apaixona quem não tem auto-controle. Sendo mais direta: os mais fracos. E tudo isso é culpa da carência, ou da solidão, ou de um alguém que não te faz sentir especial o suficiente. Quando alguém chega e te dá asas você tem o direito de voar e correr o risco de cair, mas também tem o direito de recusar e continuar no chão. Quando alguém te diz oi você pode dizer tchau. Quando alguém te diz que você não pode suportar alguma coisa, você pode. Evitar também. Qualquer coisa, você pode. Paixão não é amor, carência não é amor, ciúmes em algumas partes também não. Acho que amor é uma coisa confusa que ninguém nunca sentiu, mas acha que sim. Como aquelas pessoas que amam uma pessoa por uma semana e depois passa, e depois ama outra mais duas e passa outra vez. Eu acho que você pode dizer do amor o que quiser, fazer o que quiser. E depois quando ver que não é tudo tão lindo assim, usar a desculpa universal do “mas eu não escolho por quem me apaixonar”. Você não escolhe quem vai te fazer bem, e é só essa a verdade. Fica quem você quer que fique, as pessoas falam o que você se permite ouvir, e fazem o que você as permite fazer. Não entendo porque não dizer só um “ah, eu queria alguém”. É normal, todo mundo quer alguém. Eu quero alguém, agora. E admito, as coisas não são bem do jeito que eu sempre achei que iria ser… Mas são do jeito que eu fiz ser. E pra melhorar e piorar também só depende de mim. O que eu sinto por dentro. Eu escolhi alguém, vocês por mais que digam que não, escolheram também. Os sentimentos vieram depois, com as confusões, e os términos, e a vontade de querer morrer. E eu tenho pra mim que quando a gente junta todas as coisas que o amor deve ser, com esse papo de você não controlar o sentimento, mas controlar por quem sentir, acaba nisso: uma quase escolha.” Letícia M.